quarta-feira, 30 de maio de 2012

ByWar esbanja competência em 4º disco



Muito tem se falado deste revival do thrash metal oitentista. Dezenas de bandas tem praticado aquela música direta e técnica, sem nada de efeitos ou melodias propositalmente sujas, como se pragmatizou chamar-se de New Metal. Mas o que muita gente se esquece é que, muitas bandas que hoje fazem trabalhos excelente tendo o thrash tradicional como referência estão na cena há muitos anos. Há mais de uma década.

Como é o caso dos paulistas do ByWar, formado em 1996 em São Caetano do Sul/SP, que lançou recentemente seu 4º disco de estúdio (sem considerar splits e participações em coletâneas), o excelente "Abduction", de 2011.

Este último prima por apresentar ao ouvinte um thrash muito bem produzido, composto e elaborado em termos de melodia e harmonia. Sem se prender a um padrão (Bay Area, Germânico), o ByWar desfila um repertório variado, com agressividade e técnica nas medidas certas.

O disco, após a intro, entra com a veloz faixa-título, "Poltergeist Time", com vocais à la Kreator e ótimos backings. “Abduction” já é um tema mais cadenciado, começa bem sabbática pra depois acelerar. É a faixa mais longa, com seus 7:06 minutos. Licks e solos melódicos em profusão, esta uma característica marcante em todo o play. Riffs cavalgados marcam “Toward the Unreal”, que, em alguns trechos lembram algo do Metallica de “Kill´em All”.

Outras faixas que eu destacaria seriam “Handful of Evil”, talvez a mais paulada do disco, “Black Spiral of Death”, com a rifferama fervendo as 6 cordas, e “Consciostly Dead”, que fecha o trabalho, com bela colocação dos solos e alternâncias com partes mais densas.

O time que gravou o CD conta com Enrico Ozio (Bateria), Hélio Patrizzi (Baixo),  Adriano Perfetto (Guitarra - Vocal), Renan Roveran (Guitarra. Na co-produção teve Brendan Duffey, que já fez trabalhos com Black Crowes, Almah, Dr. Sin, dentre outros. Ambos banda e produtor fizeram um excelente trabalho, pois o som final do disco ficou nítido, limpo, onde se ouve com tranquilidade a ação de todos os instrumentistas.

“Abduction” é daqueles albuns agressivos e prazeirozos de se consumir. Não devendo nada á qualquer banda gringa desta nova geração de thrash. Mais uma força brasileira, trilhando o caminho profissional e sério de nosso metal.

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sábado, 31 de dezembro de 2011

"Unpuzzle", do Maestrick, obra-prima do metal nacional



Riqueza Musical. Essa é a melhor definição para "Unpuzzle", o álbum de estréia dessa jovem mas excepcional banda Maestrick. A riqueza reside em cada detalhe do disco, a começar pelo primoroso trabalho gráfico. Um slipcase com uma moldura de frente, que permite o encarte se transformar em duas capas. E o encarte é carregado de caprichos artísticos entre as letras, cujo poster central mostra a banda como num quadro surrealista. Mas a grande arte na verdade se encontra dentro do disquinho prateado. Uma variedade musical, disposta em onze faixas, totalmente distintas umas das outras, muito bem compostas e produzidas.

A banda, original de São José do Rio Preto/SP, foi formada em 2004, e os músicos que atuam no álbum, lançado pela Die Hard Records, são Fábio Caldeira (vocal/teclado), Renato Montanha (baixo), Heitor Matos (bateria), Danilo Augusto e Maurício Figueiredo (guitarras).

Como funciona "Unpluzzle" junto a nossos ouvidos? As duas primeiras faixas, "H.U.C." e "Aquarela" constavam no EP que a banda lançou ano passado.
A primeira com seus riffs pesados e nuances de teclado, bem ao tempero do prog metal mesmo. Já a segunda, que considero o grande hit da banda, com grandes backings, navegando agradavemente pelas pelas águas do hard rock. Grande e grudento refrão e muitos solos fazem dela minha favorita do disco.

A adversidade continua no álbum. A próxima faixa, "Pescador", é uma prova irrefutável da maturidade da banda, que corajosamente, muda totalmente o clima com uma faixa em português, muito boa, que se introduz com um clima MPB, com incursões rítimicas que flertam com a brasilidade (algo próximo do que o Angra fez e muito bem).

"Sir Kuz" traz incursões eruditas, com mudanças harmônicas, o que nos remete a uma instituição musical que também primava pela variedade em seus discos, o Queen. A banda de May e Mercury é com certeza uma grande influência para os músicos do Maestrick. Visto que muitas faixas também abusam de uma forma bem feliz de coros vocais.

"Puzzler" brinca um pouco com o jazz em seus 2 minutos de duração, enquanto "Disturbia" tem rifferama pesada e cadenciada, onde os vocais se arriscam em momentos mais agressivos.

a próxima faixa, “Theasures of the World” traz momentos de calmaria, levadas pelo teclado, onde coros femininos temperam a música no que a banda chama de Mantra Choir.

“Radio Active” chega levada pelo baixo, e a quebrada nos andamentos, que por horas nos remete aos fraseados funkeados que por exemplo, o Glen Hughes adora fazer.

“Smilesnif” tem algo de Rush e as levadas de teclado e guitarra, remetem a precursores do metal progressivo, como Queensryche e Fates Warning, em sua sonoridade anos 80.

“Yellown of the Ebrium” começa calcada num espírito blues, com uma aura nostálgica, onde o vocal (aqui com Fabio dividindo os vocais principais com Yara Roberta), incorpora mesmo a aura boêmia e melancólica da letra, e lá pela frente você vai se deparar com um trecho em português emoldurado por uma levada samba/bossa nova.

E o desfecho do disco vem com todo explendor, com Lake of Emotions, uma peça de 21 minutos, dividida nove suítes, onde a banda chamou de níveis. Variações vocais, instrumentais intrincados e mudanças harmônicas constantes, num mesmo conceito lírico, trancando o trabalho com chave de ouro.

A banda toda soa afiada em Unpuzzle. Percebe-se ser fruto de muito estudo, dedicação e ensaio. Excepcional trabalho de bateria, guitarras inspiradas e baixo seguro, que junto com o caprichado trabalho vocal, fazem-se elementos que se complementam em prol da música.

Não é um trabalho fácil categorizar a banda num estilo. E acho que ninguém o fará com precisão. É música agradável, com a bandeira do heavy metal a frente, e um batalhão de influências e tendências por traz.

É aquele tipo de disco onde descobrimos coisas novas a cada nova audição. A banda não usou da variação como forma forçada de se provar a perícia e técnica apuradas, mas em prol da beleza artística da música.

Não devo dizer que o Maestrick é uma promessa, pois já é uma realidade. Um debut tão bem produzido e musicalmente surpreendente, com esse nível de maturidade, não se vê todo dia.

Deve, se já não estiver, cair nas graças imediatas do underground brasileiro, e tenho certeza de que os amantes de rock e metal do mundo inteiro vão consumir com prazer tal trabalho, se tiver acesso a ele.

Enfim, Unpuzzle é um disco apoteótico, grandioso e inspirador. Uma das maiores obras que o metal progressivo brasileiro já concebeu.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Comando Nuclear: Metal Nacional com muito Orgulho






A música rock nesses últimos 50 anos passou por muitas mudanças. Mesclou tendências, adquiriu riquezas de arranjos, flertou com outros estilos. Desenvolveu sub-estilos. E no metal também não foi diferente. A música pesada, com riffs simples e melodias grandiosas de gente como Sabbath, Judas e Maiden ganhou velocidade, arranjos variados, incursões eruditas, gerando assim novas tendências e por conseguinte, nova classe de consumidores. Mas a simplicidade genial e seminal dos mestres ainda é (e sempre será) reverenciada como a mais pura e objetiva arte da música pesada. Nesse contexto, muitas bandas hoje em dia praticam seu metal embasando seu direcionamento nos elementos básicos do estilo.

E isso ocorre com a banda paulistana Comando Nuclear. O título da banda e suas letras, criados em nossa língua pátria, os trabalho melódico das músicas e seu teor lírico agressivo transmitem ao ouvinte aquele cheiro de metal primordial criado em nossa terra no início dos anos 80. A rispidez de nomes como Harppia, Centúrias, Dorsal, Taurus e outras instituições de nossa música pesada, vem logo à mente quando ouvimos as canções do CD "Guerreiros da Noite".

As músicas, muito bem compostas e dispostas numa ótima produção, nos dão aquele prazer nostálgico de apreciar metal direto, pesado e rústico. Aí que reside a graça da coisa.

Ron Cygnus (vocal), Filippe Lawmaker (guitarra), Rodrigo Exciter (baixo) e Guilherme Incitatus (bateria) conceberam temas que grudam na memória. Remetem ao metal mais veloz praticado por bandas como Running Wild, Digger, Maiden e Manowar.
As quatro primeiras faixas (“Unidos pelo Metal”, “Princesa Infernal”, “Guerreiros da Noite” e Ritual Satânico”) são velozes e certeiras, e com certeza o destaque do play. O ponto alto pra mim é a faixa-título, com um excelente riff. As demais faixas seguem no pique, mas com mais cadência, Um detalhe curioso é “Ritual Satânico”, A empresa responsável pela prensagem do CD, recusou a fazê-lo, mesmo com contrato assinado, alegando que a música “fazia apologia à violência e sacrifícios humanos”. Censura barata e sem sal. O instrumental soa perfeito e limpo, onde os solos de guitarra se mostram melódicos, com aquele cheiro maravilhoso dos 80, e os vocais, peça tão importante nesse tipo de metal clássico, soam honesto e interessante, respeitando seus limites.

Este é o segundo trabalho da banda, que já havia lançado “Batalhão Infernal” em 2006.

Isso mostra que é possível criar música que soa nova e nostálgica ao mesmo tempo. Pra alguns vão ser taxados de cópia e até de ingênuos, para outros - onde me insiro - é uma saudável reverência e honestidade em favor da satisfação sonora do metal. Sabe aqueles CDs que você não cansa de ouvir? Este é um, muito mais interessante do que muito trabalho novo de megabanda por aí. Em tempo: ouvi muito mais “Guerreiros da Noite” do que “The Final Frontier”.




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www.myspace.com/comandonuclear
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sábado, 6 de novembro de 2010

Maestrick: pérola brasileira brotando no prog metal

O veterano rock progressivo e o jovem prog-metal tem uma certa rejeição entre os muitos apreciadores da música em geral. Primeiro porque sua estrutura musical com mudanças de andamentos e incursões rítmicas tornam a música não tão simples de ser digerida. E com relação ao prog-metal traz consigo a tão mencionada auto-indulgência, onde o músico supostamente prefere mostrar sua técnica do que funcionar em prol da música. Mas quem conhece os estilos a fundo, sabe que a maioria destas bandas tem qualidade e usa a complexidade a favor da função artística da música, que é soar interessante e emocionante aos ouvidos. E nesse ponto, que se enquadra novas bandas, como a excelente Maestrick de São José do Rio Preto/SP.

Na ativa desde 2004, a banda conta hoje com Fábio Caldeira (vocal/piano), Danilo Augusto e Maurício Bortoloto (guita/backings), Renato Somera (Baixo/vocal adic) e Heitor Matos (batera).

O que nos proporciona então o trabalho do Maestrick.

São 2 músicas nesse EP. A produção está perfeita. Desde as composições, os arranjos e a desenvoltura técnica dos garotos.

A primeira faixa “H.U.C.” entra logo de cara numa riferama pesada, dando mostras que a variação é o forte da sonoridade. Intervenções de teclado, em meios a vocais ora dramáticos, ora tranquilos, e até mesmo com algumas nuances guturais lá no meio da faixa. Em se falando de vocal, como é agradável ouvir Fábio. Todo vocal de metal deveria ser assim. Nada forçado, respeitando seus limites e evidenciando seu ótimo alcance.

Musicalmente falando, vamos nos deparar claro com referências a Symphony X, Evergrey, sem contudo soar como cópia.

A segunda faixa “Aquarela” começa calma e vai ganhando força, sem ter a rapidez da primeira. Mais uma vez o vocal bem trabalhado mostra sua força, em meio a variação. Esta faixa no entanto é mais homogenea, com chorus meio hard rock. Aliás o refrão é daqueles que ficamos cantando por horas......A força dos backings se destaca aqui também. E solos limpos em profusão.

Maestrick rende portanto uma agradabilíssima surpresa para os amentes do metal e prog-metal.
Que venho logo o full lengh, que segundo informações da banda está sendo mixado nos EUA. Tô na fila pra comprar.

O Maestrick está brotando pra música ainda. Mas a julgar por essa primorosa demonstração, já brotou forte, vigoroso e mostrando ao mundo que tem qualidades pra figurar futuramente entre as grandes e reconhecidas bandas nacionais (e porque não inter?). Se mantiver-se focado em seus propósitos, sempre apoiado num trabalho profissional de produção, estará lá com certeza.

Contatos:

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http://www.myspace.com/maestrick

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Adrenalize, uma fantástica surpresa do hard nacional



O mercado da música mudou no mundo todo. É um processo irreversível. Grandes gravadoras, artistas milionários. Isso é coisa do passado. Como se tem que tirar sempre algo de bom de uma situação ruim, o que talvez seja privilegiado hoje seja o talento do artista. Algo que se fazia no fim dos anos 60, quando ainda não era algo estrelado ser músico de sucesso.

E do Brasil vem uma grata surpresa. Fazer rock nacional, cantando em português é algo difícil. Uma banda de rock de qualidade (não essas coisas que aparecem na TV), além da óbvia dificuldade de exposição na mídia ainda enfrenta um acerta aversão do público underground mais adepto ao inglês como língua universal do rock.

Sem falar que é preciso muita perícia pra casar a nossa língua com a harmonia poética que a distorção pede. Golpe de Estado fazia e faz isso muito bem.

Mas eis que, de uma propaganda de um site de rock, uma banda chamada Adrenalize disponibilizou à grande massa rockeira do país seu disco inteiro para download. Uma prática cada vez mais comum.

E olha que o que se ouve em “Adrenalize”, o disco, é algo que se classifica facilmente como viciante. Hard rock bem composto, produzido e cheio de melodias.

O trio formado por Mauricio Abecia (Bateria), Mário Ross (Guitarra/Vocal) e André Chasseraux (Baixo) concebeu em “Adrenalize” um dos melhores discos de rock nacional dos últimos anos.

O disco abre com a quebrada e direta “Na Contramão”, já evidenciando a força que os backings têm na música da banda. Nessa linha seguem “Fora do Ar” e “Só se for Agora”, com seus refrãos fortes e grudentos.

A faixa “Atriz, Modelo & Manequim” é hard rápido, com uma levada bem humarada sobre essas modelos relâmpagos de televisão. Aliás, o que permeia talvez o disco todo seja mesmo o bom humor. Que faz muita falta às vezes ao rock atual.

O lado balada do disco está muito bem representado nas faixas “Mais uma Chance” (balada densa e com um curto mas belo solo) e na maravilhosa “Páginas do Passado”.

A faixa “Já Ouvi isso Antes” conta com a participação de Roger Moreira (Ultraje), cuja levada rock and roll nos lembra sim algumas bandas dos 80.

Mas pra mim, o grande destaque do disco é “Perdendo o Controle”. A faixa, que tem até videoclip, é daquelas que entram na cabeça e não saem mais. Vocais um pouco dramáticos tranformam estrofes calmas num hard de pegada contagiante em seu refrão.

Enfim, um disco simples e genial ao mesmo tempo. Não precisa de firulas, orquestras ou viagens progressivas pra se fazer um agradável e porque não memorável disco de rock. Prova que hoje em dia que, com talento e garra, é possível criar sim algo interessante e novo, no meio de um estilo tido por muitos como estagnado.

Vida longa ao Adrenalize. Prova que o Brasil produz bandas de qualidade e absolutamente consumíveis por qualquer fã de rock, não importa qual subestilo se enquadre.


Serviço:
Adrenalize
www.adrenalize.com.br

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Hellish War mantém poder de fogo em novo álbum




Já não é novidade pra ninguém, há muito tempo, que as bandas nacionais vêm mostrando toda sua capacidade de se produzir música rock de qualidade, muitas vezes superior a qualquer banda lá de fora.

Uma dessas nossas bandas, que vem há anos lutando pra divulgar e mostrar seu trabalho, é o Hellish War, de Campinas/SP.

A banda lançou recentemente seu segundo álbum, “Heroes of Tomorrow”.

Conheci o Hellish quando o comprei seu disco de estréia, “Defender of Metal” em 2001. Aquele disco trazia aquela crueza, ingenuidade e um brilhante cheiro de metal puro, como se ouviu, por exemplo, num “Kill´em All” (Metallica) ou num “Soldiers of Sunrise” (Viper).

Muitas vezes a certeza “humm, já ouvi isso antes....” pode trazer uma afirmação de desprezo. Mas pra mim soa como uma garantia de qualidade. Eu quero sempre que um Iron lance um disco como Iron, um Judas lance um disco como Judas, um Motorhead lance um disco como Motorhead. É isso que eu quero. Metal como deve ser o metal.

Em “Heroes of Tomorrow”, o Hellish traz isso mesmo. Riffs, vocais, solos, andamentos que já ouvimos semelhanças em algum lugar. Mas aí que mora a graça da coisa. É ótimo que a banda navegue em mares de Maiden, Grave Digger ou Metal Church. O que joga a favor dela é o fato de que as composições são excelentes e a música honesta, nada auto-indulgente ou pasteurizada.

Em relação ao disco anterior, é evidente (como a maioria das bandas fazem hoje) que a produção de “Heroes” está num patamar indiscutivelmente maravilhoso.
É um disco de metal clássico orientado pelas guitarras, que soam como o poder principal do Hellish.

Bem, vamos aos destaques do CD. Logo na primeira faixa, “Straight from Hell”, você já se depara com aquela pegada direta a lá Running Wild. “Son of the King” tem um clima mais balanceado com um refrão forte.
Após a balada densa de “My Freedom” a porrada come solta de novo com a veloz “Destroyer”, com seus refrães altos e backings bem colocados.

Uma das minhas favoritas é “Reasons”. Que faixa. Começa com uma profusão de solos e andamentos calmos, de repente um riff bem ao estilo da banda faz a faixa ficar com aquele gosto de Maiden (“Phanton of the Opera”).

Geralmente quando a faixa título de um disco é sua última, cai sobre ela uma responsabilidade enorme em termos de grandiosidade. E com certeza essa expectativa foi bem alimentada. Após um intro bem sacada com um dedilhado de violão flertando com uma linha de guitarras bem melódica, um riff dá a faixa aquela cavalgada que tanta falta faz nas músicas modernas hoje.
Uma faixa bem dramática e intensa, cuja presença marcante de teclados dá a ela um toque (pequeno como dever ser) prog e várias passagens bem variadas, e encerra de forma excelente o disco. Uma faixa absolutamente fantástica em termos de composição.

Vamos falar agora do ponto mais polêmico em trabalhos de bandas nacionais de metal. O vocal. Roger Hammer não possuiu um talento gritante de nomes como André Mattos, Mário Linhares ou Nando Fernandes. Mas o que dá certo em sua participação no Hellish, ou seja, não comprometendo o resultado das faixas é sua consciência sobre isso. Ele conhece suas limitações por isso não se permite ir além de seus limites, fazendo coisas que soam irritantes em algumas bandas do estilo, como agudos desnecessários ou notas de altura inalcançáveis nos refrães.
Assim seu jeito de interpretar casa com a proposta do metal pomposo e clássico da banda, tornando-se assim uma característica sua bastante peculiar.

A formação de “Heroes” é Roger Hammer (vocal), Vulcano e Daniel Job (guitarras), J.R. (baixo) e Daniel Person (bateria).

Enfim. Quem gosta de metal clássico, repleto de riffs e velocidade vai se dar bem com “Heroes for Tomorrow”. Mais um belo trabalho de uima banda brasileira de heavy metal, com muito orgulho. É isso turma de Campinas. Acreditar em seu potencial e em sua tradição provou ser um caminho pra suas conquistas. Que o disco cresça e se propague Brasil (e porque não, mundo) afora, assim como o nome Hellish War.

Contatos: www.hellishwar.com.br

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Start

Vamos começar mais uma aventura virtual

A intenção desse blog é divulgar, através de resenhas ou notas, o trabalho das bandas de rock do cenário underground brasileiro, em seus mais variados estilos.

Além de postar aqui, desejo distribuir as resenhas para vários sites onde colaboro eventualmente.

Espero que seja mais um canal pra ajudar a divulgar essa maravilhosa cultura, tão sem espaço nesse país.


Até mais.


JV